27 DE ABRIL

11h30

DESOBEDOQUINHO
Para crianças dos 3 aos 9 anos, e para quem quiser.

Com Inês Barbosa e Adriana Ferreira 

HOW TO PAINT YOUR RAINBOW de Erick Oh
EUA/Coreia do Sul, 2018, 2’

Um homem morre e uma flor vermelha surge. Então, o laranja, o amarelo, o azul e o violeta combinan-se, dando origem a  um belo e sublime arco-íris.
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GOALS de John Morena
EUA, animação/experimental, 2017 1’

Objetivos: tê-los, atingi-los, celebrá-los, passarmos ao objectivo seguinte. Mas, o que é que realmente conta? Ter objetivos? O percurso para os atingir? Atingi-los?
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1 MÈTRE/HEURE de Nicolas Deveaux
França, animação, 2018, 9’

Presos ao nosso tempo de humanos, o incrível escapa-nos. Num aeroporto, na asa de um avião, debaixo dos nossos olhos, um grupo de caracóis executada uma maravilhosa coreografia mesmo com o avião no ar!
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STRING OF SOUND de John Morena
EUA, animação/experimental, 2017,1’

Juntam-se os sons produzidos pelas cordas vocais humanas e são postos lado-a-lado com uma animação de um único grupo de cordas.
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BEST LAID PLANS de John Morena
EUA, animação/experimental, 2017, 1’

As coisas nunca acontecem que as imaginámos.
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FORMIGAS de Julia Ocker
Alemanha, animação, 2017, 3’

As formigas trabalham em equipa na perfeição. Mas uma delas também quer se divertir e a engrenagem terá de mudar.
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O PÃO QUE O MAR TRAZ realizado por crianças das oficinas do ANILUPA do 5º ano do Agrupamento de Escolas Irmãos Passos
Portugal, animação, 2018, 12’

Antigamente a cidade de Matosinhos, era conhecida como uma das mais importantes comunidades piscatórias da região norte de Portugal. Muito se escreveu e se ouviu contar sobre acontecimentos de vida desta comunidade. As histórias escutadas e retratadas neste filme são alguns dos muitos exemplos de sacrifício, de luta e de fome, das gentes que viviam do mar.
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A DANÇA DAS MÁSCARAS realizado por crianças nas oficinas ANILUPA  do 4º ano da Escola Básica da Fonte da Moura
Portugal, animação, 2018, 7’

Uma máscara é um objeto para esconder o rosto, esconder a nossa identidade, fingir que somos outras pessoas ou transformarmo-nos naquilo que queremos, para o bem ou para o mal. Ao tapar o rosto, podemos assustar as pessoas, divertirmos, brincarmos ou participar em festas tradicionais como o carnaval ou o Halloween.
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ÁGUA MOLE de Laura Gonçalves e Alexandra Ramires
Portugal, animação, 2016, 8’

Os últimos habitantes de uma aldeia não se deixam submergir no esquecimento. Num mundo onde a ideia de progresso parece estar acima de tudo, esta casa flutua.
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DAS GAVETAS NASCEM SONS de Vitor Hugo Rocha
Portugal, animação, 2016, 6’

Das gavetas nascem sons e imagens que oferecem uma viagem entre o novo e o velho, a memória e o devaneio. São flashes na retina da barraca dos fantoches, aquele disco, a pipa do vinho, tudo se combina e metamorfoseia gerando algo novo.


15h00 > 20h

DESOBECURTAS
com Sérgio Aires

CRISTIAN de Luís Nuno Baldaque
Portugal, documentário, 2018, 26’

Com Cristian Georgescu, Daniel Lewis, Francisco Carvalho e Luís Nuno Baldaque 

“Cristian” é um documentário que retrata a vida de um homem de nacionalidade romena, ex-toxicodependente e ex-sem-abrigo. Christian Georgescu nasceu em 1978 na Roménia e foi no Porto que renasceu. É nesta cidade que reescreve a sua história como Activista e Educador de Pares. O carisma que o caracteriza une-se à determinação de querer trazer a mudança à vida daqueles que hoje passam por muito daquilo que foi o seu passado. Neste documentário vamos abordar as diferentes fases da vida dele, as maiores dificuldades que ele teve ao longo da sua vida assim como o seu renascer das cinzas.

ROMPENDO OS MUROS DA PRISÃO de Luísa Pinto e Caroline Maia
Portugal, documentário, 2018, 24’

Com a equipa do filme

A encenadora Luísa Pinto reuniu uma equipa de oito reclusos dos dois estabelecimentos Prisionais de Santa Cruz do Bispo, ala feminina e masculina, mas cinco dos quais inimputáveis, com cinco atores profissionais e dois músicos numa investigação teatral inédita, que contou com apresentações públicas no MIRA FORUM. Este projeto foi objeto de estudo da sua tese de Doutoramento em Estudos Teatrais e Performativos que está a realizar na Universidade de Coimbra. Este documentário revela os seis meses do processo da peça “O Filho Pródigo”, de Helder Wasterlain e João Maria André, que culminou em duas emotivas apresentações públicas fora dos muros da prisão. O filme é realizado por Caroline Maia e Luísa Pinto, encenadora que há anos vem trabalhando esta temática do Teatro enquanto meio privilegiado de integração e onde se insere este projeto, que é agora objeto da sua tese de Doutoramento. Este objeto pretende constituir-se numa análise reflexiva e crítica sobre o teatro como um meio privilegiado de reintegração, a partir de projetos artísticos que rompem os muros da prisão, como forma de apresentar o indivíduo recluso à sociedade como um ser “capaz” e da forma como este processo pode dar-lhe ferramentas de auto-análise que lhe permitam enfrentar o rótulo que traz consigo após o cumprimento da pena. Neste documentário não se apresentam os reclusos do ponto de vista institucional, não se pretende revelar ou branquear os crimes, as penas ou a culpa. É, isso sim, uma viagem a um universo interior de cada um deles e à forma como esta experiência pode ou não ter sido transformadora – tendo sempre o Perdão, tema central da peça O Filho Pródigo, como elemento catalisador.

C+ de Luis Vieira Campos 
Portugal, documentário, 2018, 17′

Com Luis Vieira Campos e equipa

Um registo do projecto de mobilização comunitária desenvolvido pela associação CASO (Consumidores Associados Sobrevivem Organizados) com o objectivo de contribuir para a eliminação do vírus da Hepatite C.

RUSSA de João Salaviza e Ricardo Alves Jr.
Portugal/Brasil, documentário/ficção, 2018, 20’ 

Com a equipa do filme 

Russa volta ao Bairro do Aleixo no Porto, visitando a irmã e os amigos com quem celebra o aniversário do filho. Neste breve encontro, Russa regressa à memória coletiva do seu bairro, onde três das cinco torres ainda se mantêm de pé.

ASSOBIO E PIROPO de Regina Guimarães
Portugal, experimental, 2017, 5’

Com Regina Guimarães

Inspirado pelos vestígios de festa numa rua em conversa consigo mesma e expandido para um jogo de contracena entre a flor e a sombra, ASSOBIO E PIROPO responde à fúria legisladora com o espernear de um conjunto de pin-ups, cujas estampas foram apanhadas… no lixo.

LUGARES COMUNS de Regina Guimarães
Portugal, experimental, 2017, 13’

Com Regina Guimarães

O caderno videográfico LUGARES COMUNS foi estruturado como um condensado de percursos – que não chegam a elevar-se à nobre categoria de «viagens» ou à jovial qualidade de «passeios» – que se cruzam com uma litania alusiva à perpetuação das funções no feminino.

DONA CARMÉLIA de Lucas Tavares
Portugal, documentário, 2018, 13’

Com Lucas Tavares

Pelas palavras desenha-se um espaço e a vida de uma mulher.

VIRA CHUDNENKO de Inês Oliveira
Portugal, documentário/ensaio, 2017, 31’

Com Inês Oliveira

“A senhora russa e eu todos os dias nos cruzávamos às 6h da manhã, porque ela todos os dias ia de bicicleta para o trabalho. Mas nesse dia ela ia a pé. Os cães do vizinho do lado estavam na rede a ladrar, a ladrar…”. “A mim, o corpo, parecia-me de uma ovelha. Eu já tenho visto mortos, e de tudo o que parece um morto, aquilo não era.” Relato a duas vozes das testemunhas de um hediondo crime cometido numa paisagem idílica de Sintra. A vítima era estrangeira e chamava-se VIRA CHUDNENKO.

ULISSES de Agnès Varda
França, documentário, 1982, 22’

De frente para o mar, uma cabra, uma criança e um homem. Trata-se de uma fotografia feita por Agnès Varda, em 1954: a cabra estava morta, a criança chamava-se Ulisses e o homem estava nu. A partir desta imagem fixa, Varda faz uma incursão à história por detrás da fotografia e o filme explora o que poderia existir entre o imaginário e o real.


16h30

8, AVENUE LÉNINE de Valérie Mitteaux e Anna Pitoun
França, documentário, 2018, 101’

Com Marta Pereira e Cristian Georgescu

8, avenue Lénine é um documentário sobre Salcuta Filan e os seus dois filhos, Denisa e Gabi, uma família cigana romena que vive há 15 anos nos subúrbios de Paris. Enquanto muitos políticos continuam a defender que os romenos “têm de voltar para casa”, Salcuta demonstra que a França e a Europa têm a capacidade de os receber com dignidade. Porque, como europeia que é, Salcuta escolheu. E a casa dela é em França. Este é um documentário urgente contra os novos ventos xenófobos que assolam a Europa, contra um anti-ciganismo brutal, irracional e tenaz que institucionaliza a comunidade cigana como bode expiatório.

21h30

J’ VEUX DU SOLEIL de Gilles Perret e François Ruffin – ESTREIA 
França, documentário, 2019, 76’ 

Com Regina Guimarães e Hugo Monteiro

Na vida dos povos, há estações mágicas. De repente, as Corinne, as Carine, os Khaled, os Rémi, os Denis, as Cindy, as Marie, geralmente resignados e há muito derrotados, levantam-se e erguem-se contra a eternidade de uma fatalidade. Unem-se e ligam-se, as suas vergonhas privadas e acumuladas transformam-se em raiva pública, e contra os seus senhores, contra os seus amos, contra os poderes opõem os seus corpos, as suas barricadas, as suas cabanas. Opõem sobretudo as suas vozes: a palavra liberta-se, desagrilhoa-se, para reivindicar uma parte da felicidade. É, então, um relâmpago que rasga a noite escura da história. Um relâmpago, um relâmpago amarelo – até fluorescente -, que apenas dura um momento, somente um instante, mas que se grava nas memórias. Atrás, o trovão faz ressoar esta palavra: esperança. Como numa intrépida caça às borboletas, Gilles Perret e François Ruffin partiram para um road movie na França de hoje. Como que munidos de uma rede, uma câmara que captura este momento mágico, captura os rostos e vozes das Corinne, das Carine, dos Khaled, dos Rémi, dos Denis, das Cindy, das Marie.


22h15

UN CHANT D’AMOUR
uma sessão para o António Alves Vieira

Em 2017, o António organizou no Desobedoc um dos momentos mais bonitos e disruptivos que o Batalha acolheu: uma homenagem à Nany Petrova. Nesse mesmo ano, em junho, projetou na rua, no corredor de entrada do Invictus (o bar das suas amigas Nany e Roberta), a belíssima curta de Jean Genet, “Un Chant d’Amour”, em modo filme-concerto acompanhado pelo Guilherme, na semana de preparação da Marcha do Orgulho do Porto. Anos antes, com o Sérgio Vitorino, apresentara no Passos Manuel uma performace-manifesto que ataca o binarismo de género com a acutilância política e o lirismo indomável que o caracterizavam. Nesta sessão, retomamos alguns destes gestos, destas escolhas, destes espaços, destes sons, das palavras e dos textos que o António escreveu. Mais do que uma noite que lhe dedicamos, é sobretudo um canto de amor que lhe fazemos.

22h15 – CCOP

UN CHANT D’AMOUR de Jean Genet
França, ficção, 1950, 25’

Cine-concerto com Ana Deus e Guilherme Magalhães

UN CHANT D’AMOUR foi o único filme realizado por Jean Genet. A história do relacionamento entre dois presos e do guarda que os observa, reflectida num “erotismo lírico e desesperado”, foi censurada durante anos até ao final da década de setenta.
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ALGUMAS PALAVRAS DE DESORDEM

Uma performance que é um campo de batalha, a que se somam algumas palavras de desordem e poemas do António, pela voz de atores que trabalharam com ele.

Com: Alexandre Sá, Buno Martins, Daniela Love, Filomena Gigante, Joana Teixeira, João Paulo Costa, Mário Moutinho, Óscar Branco, Rebeca Cunha, Rita Burmester, Sílvia Santos. 


1h – INVICTUS Café-Bar [Rua da Conceição, 80 lojas 8/9]
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RASURA de Amarante Abramovici e Regina Guimarães

“Rasura” convoca imagens e palavras de e com António Alves Vieira, à maneira de um texto desavergonhadamente rasurado e rascunhado. Tónico camarada e clown, pantera rosa e lutador de todas as cores, actor, escrevente, vivente e sobrevivente de várias vidas, demónio da dúvida e anjo de asas sexuadas.
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SHOW PARA O ANTÓNIO 

com Nany Petrova, Roberta Kinsky e convidad@s