Želimir Žilnik

Želimir Žilnik (nasceu em Niš em 1942; vive e trabalha em Novi Sad) escreveu e realizou vários filmes e documentários que ganharam diversos prémios em festivais internacionais. Žilnik é conhecido como iniciador do género docu-drama. Desde o início que os seus filmes se focaram em questões contemporâneas, com abordagem social, política e económica do dia-a-dia: A Newsreel on Village Youth in Winter (1967), Little Pioneers (1968), The Unemployed (1968) and June Turmoil(1969), Black Film (1971) and Uprising in Jazak (1973), entre outros.

As manifestações de estudantes em 1968 e o tumulto que se seguiu à ocupação da Checoslováquia estão no centro do seu primeiro filme Early Works (1969) que recebeu o Urso de Ouro no festival de Berlim e quatro prémios no Pula nesse mesmo ano.

Enquanto filmava o seu filme, que sofreu de censura na Jugoslávia, Freedom or Cartoons (filmado em 1972 e que não terminou), Žilnik viveu na Alemanha, onde produziu sete documentários e um filme, Paradise (1976). Estes filmes foram dos primeiros a abordar a força de trabalho emigrante na Alemanha, e continuam a ser mostrados em retrospetivas e simpósios.

Após o seu regresso à Jugoslávia, no final dos anos setenta, dirigiu uma significativa quantidade de séries para televisão para a TV Belgrado e TV Novi Sad (entre elas The Illness and Recovery of Buda Brakus(1980), Vera and Erzika (1981), Dragoljub and Bogdan: Electricity (1982), The First Trimester of Pavle Hromis(1983), Stanimir Descending (1984), Good Morning, Belgrade (1985), Hot Paychecks (1987), Brooklyn – Gusinje(1988), Oldtimer (1989), Black and White (1990) e outras). Também estas séries receberam variadíssimos prémios internacionais.

No final dos anos oitenta, Žilnik produzia filmes através de uma estrutura cooperativa de produção para cinema e televisão. Todos estes trabalhos previam a crescente tensão e iminentes mudanças sociais e políticas que viriam a afetar o país: The Second Generation (1984), Pretty Women Walking through the City (1986) andThe Way Steel Was Tempered (1988).
Nos noventa produz filmes independentes que retratam os eventos cataclísmicos que aconteciam nos Balcãs (Tito among the Serbs for the Second Time (1994), Marble Ass (1995), Throwing off the Yolks of Bondage (1996), Wanderlust (1998) e outros). Estes filmes ganharam prémios importantes em festivais em Herceg Novi, Palić, Novi Sad e Sopot e foram mostrados em vários festivais internacionais. Em 2005 Marble Ass ganhou o prestigiado “Teddy Award” na Berlinale.

O colapso do sistema de valores na Europa pós transicional da Europa Central e de Leste e os problemas que enfrentam os refugiados e imigrantes nas novas circunstâncias de uma Europa alargada tornaram-se o enfoque dos seus filmes mais recentes Fortress Europe (2000; “Victor Award” para melhor filme do ano, Liubliana),Kenedi Goes Back Home (2003; prémio “Zlatna Mimoza” em Herceg Novi), Kenedi, Lost and Found (2005), europe-next-door (2005; prémio para melhor filme regional no festival de Belgrado 2006 e ZagrebDox 2007), Soap in Danube Opera (2006), Kenedi is Getting Married (2007).
Estes filmes foram exibidos em mais de 250 festivais internacionais.

Ao mesmo tempo que produzia e realizava este imenso trabalho, Žilnik também desenvolvia atividades educativas. Desde 1997 que é mentor, professor e produtor executivo em vários workshops internacionais para estudantes por toda a Europa do leste sul (em workshops como: Divided God em 2007/2008, Petrovaradin Tribe 2005,Crossing Borders em Krsko nos verões de 2003 – 2008, Vite Impossibili em Naples 2003, Document + Fictionin Skopje 1997 e Zagreb 1998). Orador convidado em várias escolas de cinema (deu palestras na Goldsmiths College em Londres, Universidade de Leiden, Kunst-Akademie em Viena, Universidade de Stanford, Universidade Central European em Budapest, School of Arts and Communication na Universidade de Malmö, University College em Londres, etc.).

 

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Christophe Bisson

Christophe Bisson, nascido em 1969; vive e trabalha em Caen.
Após um percurso universitário em filosofia na Universidade Panthéon-Sorbonne, onde obtém em 1994 um DEA com louvor, dedica-se a seguir às artes plásticas. Até 2009, participa em numerosas exposições individuais em França e no mundo (Paris, Budapeste, Barcelona, Kiev, Vilnius, Nova Iorque, Moscovo…).
Em 2007, em associação com a realizadora nova-iorquina Maryann De Leo, que obteve em 2004 o Óscar de melhor documentário, realiza o documentário White Horse, muito comentado nos festivais internacionais. Nomeado para um Urso d’Ouro na Berlinale, o filme será até transmitido na prestigiada network americana HBO.
Essa primeira experiência de cinema constitui para si uma verdadeira bifurcação biográfica dado que deixa pouco a pouco de pintar para se dedicar progressivamente apenas ao cinema a partir de 2009.
Depois então, Christophe Bisson concentra-se na sua actividade de documentarista, realizando em paralelo um ciclo de filmes baseados em textos literários (Isaïe, Feast of Crispian, Entrée des écuyères et des tigres) e um ciclo que interroga a norma através da patologia (Road Movie, Au monde, Liquidation). Os seus filmes são exibidos na televisão (HBO, Canal+) e em festivais prestigiados, franceses e internacionais, como a Viennale, o Cinéma du Réel, o FID Marseille, etc.
Em 2011, encontra a Triptyque Films e começa com os seus produtores uma frutuosa colaboração artística.

Valérie Mitteaux

Até então jornalista, Valérie Mitteaux cria em 2003 com Anna Pitoun a “Caravane Films” (Caravana Filmes), uma associação que se empenha numa reflexão sobre o caráter social e político do documentário. Realizam vários filmes como “Caravane 55” sobre a vida duma família Cigana em França (2003 – Prémio especial do Festival Internacional do filme dos direitos do Homem de Paris e Prémio do público nos Ecrans du Réel du Mans (Ecrãs do Real, em Le Mans), em 2004 e transmitido pelos canais France 5, Planète e KTO) e “Kings of the World” (Reis do Mundo) sobre a hegemonia americana vista pelos americanos (estreado em sala em Junho de 2007, seleccionado para o Festival d’Auckland e transmitido pelo TPS Star), depois “Des poules et des grosses voitures” (Galinhas e Carros Gordos) sobre a vida dos nómadas franceses (2013). Valérie Mitteaux realiza a seguir “Le Baiser de Marseille” (O Beijo de Marselha) sobre o “sair do armário” da homofobia francesa em 2014 e no mesmo ano, “L’Académie” (A Academia) e “Dreamocracy” (Democracia-Sonho) sobre o movimento social português em colaboração com Raquel Freire. Neste momento trabalha novamente com Anna Pitoun na escrita de “8, avenue Lénine” (Avenida Lenine, 8) sobre as condições de vida dos Rom em França. Assim como nos projetos “La sous-mission féminine” (A Sub-Missão Feminina) e “Le choix du Sud” (A Escolha do Sul) sobre o que significa o facto de se ser europeia.

Nota suplementar: as traduções para português dos títulos dos filmes não são ou não serão necessariamente as escolhas de Valérie.

FILIPA REIS & JOÃO MILLER GUERRA

Filipa REIS (1977) e João MILLER GUERRA (1974) vivem e trabalham juntos em Lisboa,
Portugal. Realizaram os documentários Fora da Vida (Melhor Curta-metragem
Portuguesa IndieLisboa 2015), Bela Vista (Melhor Curta-metragem Internacional FIDOCS
2013 e Menção Honrosa MiradasDoc 2013), Cama de Gato (Melhor Curta-metragem
Portuguesa Indielisboa 2012 e Prémio Revelação no Festival de Cinema Luso-Brasileiro
de Santa Maria da Feira 2012), Orquestra Geração, Nada Fazi (Melhor Filme Português
Fantasporto 2012 e Prémio do Público Festival Córtex 2012) e Li Ké Terra (Melhor longametragem
Portuguesa DocLisboa 2010 e Menção Especial do Júri MiradasDoc 2011). Os
seus filmes marcam presença regular em festivais internacionais como o Cinéma du Réel,
IDFA, DokLeipzig, Bordocs, Fórumdoc.BH, Festival dei Popoli, Olhar de Cinema, Janela
Internacional de Cinema do Recife, FIDBA, Dok.Fest, Molodist, Parnu, entre outros.
Djon África, a sua primeira longa-metragem de ficção, está actualmente em pósprodução.
Em 2008 fundam a produtora de cinema Uma Pedra no Sapato, responsável
por filmes como Balada de um Batráquio, de Leonor Teles, que acaba de vencer o Urso
de Ouro para Melhor Curta-metragem no Festival de Berlim 2016.

Leon Hirszman

Leon HirszmanNasceu em Lins de Vasconcelos (Boca do Mato), no Rio de Janeiro, em 22 de novembro de 1937. Foi o primeiro filho de Sura Ryvka e Chaim Josek Hirszman, judeus poloneses foragidos das perseguições anti-semitas na Europa Central. Leon teve duas irmãs, Shirley (1945) e Anita (1947).

O seu pai, inicialmente vendedor ambulante, depois dono da loja de sapatos A formosa, no Ponto 100 Réis de Vila Isabel, gostava de jogar póquer e era comunista de ideias ortodoxas. A mãe praticava o judaísmo ortodoxo.

O menino de sete anos, fascinado com os episódios das séries, pedia ao pai para o levar ao cinema da rua 28 de setembro, onde assistia a duas ou três sessões seguidas. O pai preferia a conversa dos amigos, deixava o menino e pegava-o no fim da jornada.

Um dia, para se livrar da insistência de um vendedor, Chaim (Jaime) comprou um bilhete completo de loteria e ganhou dinheiro suficiente para adquirir e mobilar um apartamento para a família na Tijuca.

Leon fez os primeiros estudos (primário, ginásio) na escola israelita Scholem Aleichem. Sentia, no entanto, maior atração pelo futebol de rua do que pela continuidade das tradições judaicas. Fez o curso colegial (científico) no Instituto Lafayette e frequentou, por exigência materna, a Escola Nacional de Engenharia.

Na faculdade, participou da criação do seu primeiro cineclube. Em 1958, fundou a Federação de Cineclubes do Rio de Janeiro, que funcionava no MAM, sediado no edifício ABI – Associação Brasileira de Imprensa. “Com a Federação foi possível uma grande discussão cultural. Partimos do princípio que não era só exibir filmes, era necessário fazê-los. E fazer cinema não sob o prisma de uma cultura importada.” Abandonou a engenharia para dedicar-se exclusivamente ao cinema.

Ligou-se ao grupo Teatro de Arena de São Paulo, formado por Augusto Boal, Gianfrancesco Guarnieri e Oduvaldo Vianna Filho, que exerceu notável influência na sua formação. Em 1958, participou no Seminário de Dramaturgia que preparou “Revolução na América do Sul”, de Boal, e, em 1959, da montagem de “Chapetuba Futebol Clube”, de Vianinha. Desses encontros surgiu, em 1961, o Centro Popular de Cultura da UNE, que produziu o seu primeiro filme, “Pedreira de São Diogo”.

Em 1965, para evitar a repressão política, refugiou-se no Chile. De volta no ano seguinte, fundou com Marcos Farias a Saga Filmes, que depois de produzir duas longas sobre o cangaço (banditismo rural) foi à falência com as dívidas de “S. Bernardo”, interditado pela censura.

Leon teve intensa participação política como cineasta. Trabalhou pela organização da categoria, pela regulamentação das leis do cinema e pelo fim da censura. Um dos mais ativos militantes do movimento do Cinema Novo, participou também da fundação da Cooperativa Brasileira de Cinema, no início dos anos de 1980.

Dotado de grande cultura geral, admirava Isaac Deutscher, Sartre, Marcuse e Gramsci, sem esquecer o seu autor preferido Bertolt Brecht. Estudou com afinco as teorias de Jung e de Reich. A sua mãe, diante do filho intelectual, afirmava orgulhosa ter sido, quando criança na Polônia, “proprietária de doze livros”.

Guloso como o pai, que em dias de jejum religioso visitava o filho para partilhar um assado de porco, era também supersticioso.

Leon teve três filhos, nascidos de três casamentos: Irma (1963), filha de Norma Pereira Rego; Maria (1966), filha de Liana Aureliano; e João Pedro (1975), filho de Mercedes Pires Fernandes. A sua última companheira, Cláudia Fares Menhem, assistiu-o na doença que o vitimou precocemente.

Em 16 de setembro de 1987, pouco antes de completar cinquenta anos, faleceu na sequencia da debilitação provocada pela SIDA, e foi enterrado sob ritual judaico.

Acabar de concluir o tríptico “Imagens do Inconsciente” e preparava-se para filmas a epopéia de Canudos.

Saguenail

Saguenail

Nasceu em 1955 e trabalhou na FLUP (Faculdade de Letras da Universidade do Porto) desde 1986, ensinando língua e cultura francesas, literatura e cinema. Autor de uma vasta bibliografia e filmografia, interroga os códigos literários, cinematográficos e sociais. Fundou a revista de cinema « A Grande Ilusão » e é membro da associação « Os filhos de Lumière ». Programador e animador do ciclo anual « O sabor do Cinema », no Museu de Serralves, é também organizador e animador, na FLUP, de ciclos de cinema francófono (CinÉmotion) e de um círculo de leitores (déLire).
Filmografia : Autrefois, 1970, cm (França) ; Tryptikhon, 1971, cm (França); Revolver, 1974, cm (França): Mudas Mudanças, 1980, lm (Portugal) ; La femme du prisonnier, 1981, cm (França) ; Mourir un peu, 1981-85, lm (Portugal) ; Amour en latin, 1987, lm (Portugal) ; Fora de campo, 1988, lm (Portugal); Ma’s sin, 1996, lm (Portugal): Marginalia I,II, III IV, 1997-98, mm (Portugal) (co-real. Regina Guimarães); Aos
papéis, 1998, cm (Portugal); O pecado da mamã, 1996 (Portugal); Os meus mortos, 1998, cm (Portugal); Sabores, 1999, lm (Portugal) (co-real. Regina Guimarães); Pós, 2000, mm (Portugal) (co-real. Regina Guimarães); Antes de amanhã, 2001, mm (Portugal); Dentro, 2001, lm (Portugal) (co-real. Regina Guimarães); O Nosso Caso – Livro I: Génese, 2001, lm (Portugal) (co-real. Regina Guimarães); O Nosso Caso – Livro II: A Terra Prometida, 2002, lm (Portugal) (co-real. Regina Guimarães); O Nosso Caso – Livro III: Jonas, 2002, lm (Portugal) (co-real. Regina Guimarães); O Nosso Caso – Livro IV: O bezerro de ouro, 2003, lm (Portugal) (co-real. Regina Guimarães); O Nosso Caso – Livro V: O massacre dos inocentes, 2003, lm (Portugal) (co- real. Regina Guimarães); O Nosso Caso – Livro VI: Carne, 2003, lm (Portugal) (co-real. Regina Guimarães); A Imitação, 2003, cm (Portugal); Ailleurs si j’y suis (crónicas do além), 2003, lm (Portugal) (co-real. Regina Guimarães); Mourir beaucoup (entre Nova Iorque e Cabul), 2004, mm (Portugal); Felicidade sim, 2004, cm (Portugal) (co-real. Regina Guimarães); Terra de cegos, 2005, lm (Portugal) (co-real. Regina Guimarães); Olho da rua, 2005, cm (Portugal) (co-real. Regina Guimarães); Mau dia, 2006, cm (Portugal); A Bagagem, 2006, lm (Portugal) (co-real. Regina Guimarães).

Luísa Sequeira

Luisa Sequeira
Jornalista e produtora cultural, formada em jornalismo e com especialização em realização de documentários, iniciou a carreira em Moçambique.
Ingressou a equipa inicial da NTV, neste canal além de fazer parte da equipa de redação, começou por apresentar diariamente o programa “Cumplicidades”, um magazine de entrevistas a personalidades da vida cultural portuguesa.
Durante 10 anos trabalhou na RTP produzindo e coordenando vários projectos.
Realizou o documentário Mulheres no Palco para a RTP – Um documentário que retrata a preparação da peça “A Mais Velha Profissão” de Paula Voguel.
Coordenou e apresentou o programa “Fotograma” dedicado à promoção do cinema em língua portuguesa.Foi comentadora da Rubrica de cinema português no programa “Cinemax”, fez reportagens para o programa de rádio da Antena 1, “Sala 1”.
Desde 2010, é directora artística e de programação do Shortcutz no Porto, um movimento internacional e semanal dedicado às curtas-metragens.
Realizou o projecto audiovisual “Porto sem Nó”, vencedor do Festival Internacional de Televisão do Rio de Janeiro.
Direcção de arte da curta-metragem “Mulher.Mar”.
Realizou com o artista Sama uma série de animação para o Canal Brasil.
Diretora de programação do Super 9 Mobile Film Festival ( festival exclusivamente dedicado ao formato mobile)
Realizou em parceria com o Sama a curta-metragem “Motel Sama”.
Escreve para a revista Flydoscope.
Neste momento está a realizar vários documentários, um sobre a cineasta Bárbara Virgínia e outro sobre “As novas Cartas Portuguesas”.

Göran Hugo Olsson

Nasceu em 1965, em Lund, na Suécia. Formou-se na Real Academia de Belas Artes, em Estocolmo, e é um dos mais destacados realizadores suecos a nível internacional. É documentarista, director de fotografia e inventor (a A-Cam, uma câmara de Super 16mm). Foi o editor e co-fundador do programa de televisão de curtasmetragens documentais IKON (SVT). O seu filme anterior, BLACK POWER 1967-1975 (2011) transformou-se num enorme sucesso em festivais, cinemas e transmissões televisivas no mundo inteiro. Desde 1999, Olsson é membro do conselho editorial da Ikon South Africa – uma plataforma para o documentário de criação na África do Sul por realizadores dos municípios negros, em cooperação com a emissora nacional sul-africana SABC.

“Um documentário duro e cerebral mas que acaba por ser esclarecedor acerca da descolonização de África.” Hollywood Reporter “O som vibrante e ecoante de uma trombeta – que se repete ao longo do filme – e alguma carnificina política sem contemplações identificam A RESPEITO DA VIOLÊNCIA por aquilo que é: um apelo às armas espinhoso e apaixonado.” Time Out New York “Este documentário, montagem de material de arquivo originário da televisão sueca, oferece um testemunho denso e espantoso sobre as guerras de descolonização em África.” Le Monde “O exemplo dos escritos de Fanon, que se manteve sempre cuidadosamente afastado da armadilha da profecia, o filme produz uma multiplicidade de ecos de uma actualidade incendiária.” Libération

Raphael Alvarez e Tatiana Issa

Raphael Alvarez
É um diretor e produtor baseado em Nova Iorque. Enquanto cresceu no Rio de Janeiro, teve papel de protagonista em 3 grandes novelas brasileiras. Equate adolescente, Raphael mudou-se para Nova Iorque para seguir a carreira de ator. A sua estreia em teatro musical no Teatro Westchester na Broadway, onde o seu papel era de Rocky na peça “Damn Yankees” e como Judah em “Joseph and the Amazing Technicolor Dream Coat”. Apareceu em vários musicais da Broadway incluindo “West Side Story”, “Kiss of the Spider Woman” e “Jesus Christ Super Star” (com Ted Neely e Carl Anderson). Em 2009, co-realizou “Dzi Croquettes”, um documentário que foi lançado nos EUA, Brasil e Europa, arrecadando 25 prémios internacionais. Atualmente, dirige e produz a série televisiva “Broadway Dreams” e “Dances of the World” para a rede de televisão Globosat Network/Multishow .

Tatiana Issa
É uma diretora e produtora com mais de 30 premios internacionais para o filme Dzi Croquettes que conta com Liza Minnelli no elenco. O filme tornou-se o documentário mais premiado da história brasileira. Issa é também a produtora executiva e diretora do reconhecido documentário “AGENOR”, um retrato de Cazuza, um dos mais importantes cantores/compositores da sua geração, e “Nelson 70”, que apresenta um dos mais aclamados autores/produtores/compositores do Brasil, Nelson Motta. Outros créditos como produtora executiva e diretora incluem várias séries de TV como“Dances of the World”, “Broadway Dreams”, “Gaby Gringa”, “Shopping Frenzy”, “Rebobina” e “Musical Almanac”, transmitidas em 6 canais diferentes da cadeia Globosat Network , alcançando mais de 33 milhões de casas nos EUA. Issa estudou internacionalmente linguagem, cinema, teatro, arte e literatura em instituições como a Universidade Sorbonne, França; Instituto Lorenzo di Medici, Italia; assim como em outras instituições de renome em Inglaterra e Alemanha. Issa é poliglota e fala fluentemente 6 línguas. Tatiana é a co-fundadora da PRODUCING PARTNERS.

Susana Nobre

Em 1998 termina a licenciatura em Ciências da Comunicação na Universidade Nova de Lisboa.
Colaborou na formação do Laboratório de Criação. Cinematográfica da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas onde participou em diversas produções de vídeos de arte encomendados pela Fundação Calouste Gulbenkian.
Desenvolveu com a produtora Raiva um Ateliê Sénior de Cinema com apoio financeiro do ICAM em 2004.
Frequentou no Verão de 2005, no âmbito do Programa de Criatividade e Criação Artística da Fundação Calouste Gulbenkian, o curso deRealização de Cinema com a colaboração da The London Film School.
Leccionou a cadeira de Realização Cinematográfica na Escola Superior de Artes e Design de Caldas da Rainha em 2010.
Realizou os filmes As Nadadoras em 2001, O que pode um rosto em 2003, Estados da Matéria em 2006 e Lisboa-Província em 2010, todos eles presentes em diversos festivais nacionais e internacionais.
Pertence à produtora Terratreme desde 2006, onde se encontra a coordenar a série documental “No trilho dos naturalistas – As missões botânicas em África”.