22 de Abril 2022

18h30 Sala Miguel Portas

Sessão de Abertura


19h00 Sala Miguel Portas

Sessão René Vautier

comentada por Olivier Neveux e Amarante Abramovici

Africa 50 de René Vautier
França, 1950, 18’

Como jovem cineasta, René Vautier viajou até às colonias francesas em África para fazer o seu primeiro filme. À chegada deparou-se com as condições de vida dos povos colonizados e dos crimes perpetrados contra eles pela tropas francesas. Vautier decidiu fazer um documentário de alerta sobre os verdadeiros erros do colonialismo e foi preso. O filme foi proibido em França durante quarenta anos.

Salut et Fraternité de Oriane Brun-Moschetti
França, 2015, 67’

Filme que reconstitui a carreira de René Vautier. Cineasta militante, comprometido, inconformado, humanista, portador de palavras geralmente negligenciadas, René Vautier foi alvo de censura em praticamente toda a sua obra. De câmara na mão, esteve no centro de lutas anti-coloniais e sociais, a favor da paz e da liberdade de expressão. 

Para ele, o cinema é antes de tudo um ato cívico, um compromisso político, não sem riscos. Concebido como uma viagem no tempo e no cinema, “Salut et fraternité, as imagens segundo René Vautier” reconstitui a carreira do cineasta René Vautier e confronta o seu testemunho com o de outros cineastas: Jean-Luc Godard, Yann Le Masson e Bruno Muel. Qual é o papel do cineasta na sociedade? Como fazer um cinema de contra-poder? Para além do retrato documental, este filme questiona o impacto do cineasta na sociedade.


22h00 Sala Miguel Portas

Elas também estiveram lá de Joana Craveiro
Portugal, 2021, 105’

Produção Teatro do Vestido

Um documentário poético sobre a invisibilidade das mulheres em acontecimentos históricos, como a ditadura portuguesa de 1926-1974, ou o processo revolucionário de 1974-75.

Combinando histórias de vida, fotografias e documentos originais, o filme reencena essas vidas invisíveis e culmina com uma cena filmada numa pequena sala de cinema, que se acredita ter sido usada pelos censores durante a ditadura portuguesa.

Estreado em sala no âmbito do Festival Olhares do Mediterrâneo – Women’s Film Festival, em Novembro de 2021, foi galardoado com a menção honrosa do júri constituído pela cineasta portuguesa Margarida Gil, pelo director do Beirut International Women Film Festival Sam Lahoud e pela cineasta eslovena Sonja Prosenc, “Pela imensa criatividade, mistura de formatos, do teatro à reportagem, filme de arquivo e linha pedagógica e uma rara erudição de Cinema, a fazer evocar as Histoires du Cinéma de Godard, bem como a explícita citação de filmes portugueses. Mostra trabalho, ideias de cinema, inteligência e humor.“

Elas também estiveram lá, originalmente um espectáculo de teatro estreado em 2018, foi nomeado para melhor Texto Português Representado pela SPA, em 2019.


00h00 Sala Três Marias

JOSEP de Aurel
França, 2020, 80′

Fevereiro de 1939. Diante da enxurrada de republicanos fugidos da ditadura de Franco, o governo francês decide colocá-los em campos de concentração. Dois homens separados por arame farpado ficarão amigos. Um é polícia, o outro é cartoonista. De Barcelona a Nova Iorque, a verdadeira história de Josep Bartolí, combatente anti-Franco e artista excepcional.


00h30 Sala Miguel Portas

Sessão Gente do Salto
Comentada por Miguel Cardina

A Foto Rasgada de José Vieira
França, 2005, 52′

As Canções do Desertor de José Vieira
França, 2005, 27′

No início dos anos sessenta milhares de portugueses desembarcaram clandestinamente em França. É o salto, o salto para o desconhecido. As odisseias enterradas nas memórias e recordações num documento único.