Prólogo (visões da Europa) + Roma Cidade Aberta [encerramento]

1 Maio, 21h30, Sala Batalha, com Mário Moutinho e Bárbara Veiga

PRÓLOGO (Visões da Europa), de Béla Tarr

Hungria, 2004, 6’, ficção

Este pequeno filme surgiu de um convite ao realizador húngaro para realizar uma curta sobre a sua visão do seu país em relação à Europa. Béla Tarr faz um retrato da população da Hungria que sofre desde o pós-guerra até aos dias actuais.

 

ROMA, CIDADE ABERTA,  de Roberto Rossellini

Itália, 1945, 103’, ficção

Roma foi declarada “cidade aberta” pelo exército nazi ocupante entre 1943-44 para evitar bombardeamentos aéreos. Em junho de 1944, os aliados – em concreto uma força dos EUA – ocuparam a cidade. Pouco mais de um ano depois, com a cidade ainda em escombros e escassos meses após a rendição da Alemanha que formalmente terminou a II Guerra Mundial na Europa, a 25 de setembro de 1945, estreia “Roma città aperta”, marco fundador do neorrealismo no cinema italiano.

O cenário é a própria cidade, parcialmente destruída. A miséria é exposta e não escondida. O guião, que contou com a participação de Federico Fellini, baseia-se em acontecimentos reais, da resistência italiana à ocupação nazi. Muitos dos intérpretes são cidadãos não-atores, não somente pelo baixo orçamento do filme, mas principalmente cumprindo a essência da nova estética neorrealista. Um contraponto ao cinema celebratório fascista, uma perfeita oposição ao glamour e excesso, à fuga à realidade, da produção cinematográfica contemporânea nos Estados Unidos.

E há a interpretação magistral da magnética e icónica atriz Anna Magnani, cuja personagem é inspirada na real Teresa Gullace, que fixou para a história do cinema a famosa cena da mulher assassinada quando corre para o seu noivo, capturado pelos Nazis.

Otto Preminger disse: «A história do cinema divide-se em duas eras: uma antes e outra depois de Roma città aperta».

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