Isabel Ribeiro

Nasceu em 1976, na Covilhã, Portugal. Vive e trabalha entre Porto e Lisboa.
A artista tem desenvolvido trabalhos em pintura, desenho, escultura e vídeo que representam situações e espaços. Na construção de imagens, apropria-se de referências do imaginário literário ocidental ou de sinaléticas do quotidiano. Os seus trabalhos são percorridos por diversas inquietações geradas na modernidade e que têm a ver com um fracasso do indivíduo com o que o rodeia: a crise individual, a crise colectiva, o conflito entre o individual e o social, as transformações do espaço, as forças de mudança, a solidão da luta, o contínuo falhanço dos movimentos de mudança, os dilemas e a longevidade da comunidade, a depressão, o desemprego, a solidão, o tédio. Um procedimento comum em muitas dos seus trabalhos é a produção de ligeiras alterações, deslocamentos, reenquadramentos, substituição ou anulação de elementos da imagem de referência. São imagens nas quais a artista representa lugares de fuga que falam desse fracasso.
O nome da artista está também ligado à criação do Salão Olímpico e do Projecto Apêndice, dois dos espaços geridos pelos próprios artistas que surgiram no Porto, nos últimos anos. Para além desta actividade, ainda comissariou diversas exposições, dentro e fora do país.
Entre as exposições mais recentes destacam-se em 2015 a participação em Viagem ao Princípio do Mundo na Bienal da Maia e Marco Zero na Oliva Criative factory em São João da Madeira, em 2014: a exposição individual Fracciente na Galeria Quadrado Azul, Porto; Castigo no Laboratório das Artes, Guimarães e a participação nas exposições colectivas: Atlas Secreto, uma série de exposições que passaram, entre outros espaços pela Igreja de S. Vicente em Évora ou o Espaço Mira no Porto, e Sub-40 na Biblioteca Almeida Garrett no Porto; em 2013: a intervenção no projecto Casa Ocupada, na Casa da Cerca, Almada, a participação nas exposições colectivas: Proyector, Espaço Malmo, Madrid, Espanha e War(m) Up, Casa Bernardo, Caldas da Rainha. Em 2012: Au delà des mots, Résidence André de Gouveia, Paris, França; Formas e forças, Galeria Quadrado Azul, Porto; Aproximações à profundidade, Sala do Veado, Lisboa; Cinco Séculos de Desenho na Colecção da FBAUP, Museu Nacional Soares dos Reis, Porto e o projecto resultante da residência artística Memórias Colectivas Singulares, integrado na programação oficial da Guimarães 2012, Capital Europeia da Cultura.

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