Jean Vigo

Jean Vigo

Realizador Francês, cuja mistura de lirismo com realismo e surrealismo,sublinhado com uma aproximação à vida numa perspetiva cínica e anárquica, o veio a distinguir como um talento genuíno. Apesar de apenas ter completado três longas e uma curta-metragem, “Taris” (1931), antes da sua morte prematura, os seus filmes produziram grandes reações do público. Um prémio Jean Vigo é entregue todos os anos em França em memória do realizador cujo trabalho caracterizou pela “independência de espírito e qualidade da realização.”

O pai de Vigo, Miguel Almereyda, um anarquista francês, morreu numa cela de prisão em 1917. Vigo passou uma infância infeliz e de doença sendo empurrado entre casas de parentes e internatos. Sofreu de tuberculose e finalmente estabelece-se no clima ameno de Nice, onde realiza o seu primeiro filme, “À propos de Nice”, um documentário satírico, em 1930. Vigo muda-se para Paris um pouco depois e dirige “Zéro de conduite” (1933), que foi rotulado como anti-francês pelos censores, retirado dos cinemas apenas após alguns meses, e não se voltou a mostrar em França até 1945. A história comovente, que se passa num internato, explora o tema da liberdade versus a autoridade e possivelmente contém elementos auto-biográficos da infância infeliz de Vigo. L’Atalante (1934), uma obra-prima, dirigia um ataque arrasador à essência da burguesia francesa e teve de levar uma edição drástica pelos produtores que receavam a crítica do público. A morte de Vigo aos 29 anos levou do cinema francês um dos seus talentos mais promissores.

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Um pensamento sobre “Jean Vigo

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