Edgar Pêra

Edgar Pêra

photo by Claudia Clemente

A primeira fase da obra de Edgar Pêra, iniciada nos anos oitenta, encontra o seu expoente em Manual de Evasão LX 94 (para Lisboa Capital da Cultura), articulando uma estética herdada do cinema mudo cine-cosmopolita e um modo de captação instantânea da realidade.
Desde A Cidade de Cassiano (Grand Prix Films D’architecture 1991), que retrata temas como o Trabalho, o Tempo, a Liberdade, a Realidade e a Alienação. E a vida e/ou obra de pensadores e artistas como Agostinho da Silva, Almada Negreiros, Amadeo de Souza-Cardoso, Carlos Paredes, Dead Combo, Fernando Pessoa, Madredeus, Souto Moura, entre muitos outros. Na sua esmagadora maioria auto-produziu os seus filmes ou realizou “filmes de autor” por encomenda.
No final do século XX termina A Janela (Maryalva Mix) (Festival Locarno 2001) e a partir daí a montagem plástica associa-se às emoções (O Homem-Teatro – Festival de Locarno 2002, Os Homens Toupeira – Fantasporto 2003).
Em 2004 tem uma retrospectiva no World Wide Video Festival e em 2006 no Indie Lisboa, onde Movimentos Perpétuos alcançou o Prémio Público, Melhor Filme e Fotografia Indie Lisboa 2006. Ainda em 2006 em Paris, Pêra vence o prémio Pasolini pela sua carreira.
No ano seguinte realiza uma longa-metargem auto-financiada, Rio Turvo ( IndieLisboa 2007, Cork Festival), uma adaptação de um conto de Branquinho da Fonseca. Já com outra adaptação deste escritor, O Barão pôde fazer pela primeira vez uma longa-metragem em condições iguais às dos seus pares nacionais. O filme estreou em 2011, foi exibido em diversos Festivais e foi nomeado ou ganhou prémios em diferentes categorias. Nesse mesmo ano teve a sua maior retrospectiva, no Festival de Cork.
Nos últimos dois anos realizou dois documentários independentes sobre música portuguesa, baseado nos seus arquivos pessoais.
É co-autor de 3x3D (Cannes 2013), longa-metragem antológica em 3D, em conjunto com Jean-Luc Godard e Peter Greenaway (segmento Cinesapiens).

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